"Árbitros devem ser os últimos"

Hélio Santos tem trinta e oito anos e é árbitro há vinte, fazendo parte dos quadros das competições profissionais. É bancário de profissão, conseguindo conciliar esta actividade. Não lhe é indiferente a profissionalização da arbitragem.
Costuma dizer que faz o que gosta e ainda lhe pagam: “Neste momento não é o dinheiro que me faz andar na arbitragem. Caso a profissionalização avance, terei de ponderar as condições financeiras que me forem propostas”, afirma. Sem se deter, avança com a sua opinião em relação ao horizonte da concretização: “Penso que tal não vai acontecer a curto prazo, mas num horizonte de cinco a dez anos”, alvitra o juiz de Lisboa.
Contrariamente à opinião expressada por Vítor Pereira, Santos acha que todo o sector, passando pela classe dirigente da arbitragem, delegados técnicos e observadores, devia ser profissionalizado”, indo mais longe: “os árbitros devem ser os últimos a enveredar por esse caminho”, afirma de forma convicta.
Apesar de concordar com a possibilidade dos “homens do apito” se dedicarem a tempo inteiro à arbitragem, deixa algumas perguntas à espera de resposta: “O que vai acontecer a um árbitro quando terminar a sua carreira? E no caso de descida de divisão, estará garantido o regresso à profissão anterior?”
Não sendo crítico como Gilberto Madaíl, concordando, inclusivamente, com a possibilidade de profissionalização, também Hélio Santos gostaria de ver esclarecidas algumas dúvidas. As respostas devem estar a chegar.
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